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A saga dos guerreiros Alvirrubros na conquista do título do interior em 2013


A trajetória do Esporte Clube São Luiz é marcada por muitas reviravoltas, grandes conquistas, momentos marcantes que se deve a um sentimento que está na sua essência: a paixão, que nos últimos anos tem crescido ainda mais, o que marca a nova geração de torcedores, e desperta nos mais antigos o desejo de vencer. 

 
O ano de 2013 foi muito especial pelo título inédito para o clube de Campeão do Interior, e sabe qual era a característica daquele time? A coletividade. A força da união e dos esforços de todos, Diretoria, Conselho Deliberativo, da equipe técnica, jogadores, dos funcionários, dos associados e de todos os patrocinadores e colaboradores representa essa grande conquista para a história do São Luiz e da cidade de Ijuí. 
 
Na época, o então presidente do clube Ricardo Miron estava no seu segundo ano de mandato e era preciso realizar uma campanha diferente do ano anterior, que foi muito aquém das expectativas. E para atingir resultados positivos era necessário pensar em novas estratégias e, para isso, a Diretoria designou a Sandro Palharini – então no cargo de gerente de futebol – a missão de ir para São Paulo acompanhar o campeonato da segunda divisão paulista e observar jogadores para eventuais contratações e, foi a partir deste método que iniciou a caminhada do São Luiz rumo ao título de 2013. 
“Foram contratados alguns jogadores de São Paulo e outros que jogaram o campeonato gaúcho de 2012 e o time foi montado juntamente com a equipe técnica. Deste modo, os treinamentos iniciaram em novembro daquele ano, porém, um vendaval danificou a cobertura do pavilhão social e o clube destinou os recursos já escassos para a reconstrução do telhado e reforço das estruturas de ferro, e isso foi somente possível porque, além dos gastos, o clube contou com a colaboração de várias empresas da região que auxiliaram no conserto dos estragos”, relata Miron.  
 
As dificuldades são recorrentes nos clubes do interior, mas esse fator não desanimou o São Luiz, pelo contrário, serviu de impulso para alavancar a sua conquista, pois havia uma sinergia muito forte dentro e fora de campo. 
 
Para Sadi Pereira, na época 1º vice-presidente, é primordial uma administração transparente com responsabilidade financeira, trabalhando dentro da realidade. “A torcida do São Luiz apoia muito, o público de Ijuí gosta de futebol e ultimamente tem crescido mais. Vejo o futebol como um lazer familiar, muitas crianças, casais, idosos presentes no estádio, então com uma administração transparente e a respostas dentro de campo, com certeza o São Luiz vai crescer ainda mais”, destaca Pereira. 
 
A montagem da equipe campeã foi com a integração entre atletas que já atuavam no sul com os que jogavam em outros estados como São Paulo e Santa Catarina. Sandro Palharini comenta mais detalhes da estratégia adotada pelo clube. “Estava indo para o terceiro ano no São Luiz, quando montamos uma estratégia que nunca havia sido feita, fiquei quase um mês em São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto, assistindo jogos da copa paulista, foi uma correria muito grande, pois o São Luiz não estava financeiramente bem para montar um time caro, então trouxemos o Marcel, Thiago Costa, Macaé, Barbosa, o Washington e o Oliveira”.
 
Palharini conta que em São Paulo a competição é muito disputada e, por isso, se torna tão forte, e apostar no método de trazer esses atletas para juntar-se aos destaques do sul foi a jogada certa. Além dos jogadores de São Paulo, integraram-se ao São Luiz, Chicão vindo da Chapecoense, Adãozinho que defendia os juniores do Figueirense e Marcos Paraná, que de acordo com Palharini, foi o melhor Camisa 10 das duas últimas décadas no São Luiz.
“A equipe encaixou-se perfeitamente, pois era muito difícil perder um jogo, a equipe estava muito bem formada, iniciamos o Gauchão com o técnico Tonho Gil, e adiante mudamos para o Paulo Porto porque não podíamos perder tempo devido ao campeonato curto”, ressalta Palharini.
 
As lembranças mais marcantes para Palharini neste período foi a estratégia adotada pela Diretoria de montar um time com atletas de fora e de casa, além do inesquecível jogo contra o Caxias. “O primeiro fator que me marcou foi essa estratégia de buscar jogadores de fora, com o aval do presidente Ricardo Miron, e o jogo contra o Caxias no 19 de Outubro, a vitória nos levou para a decisão da Copa Piratini, além disso, o São Luiz foi campeão do interior, ficou em terceiro lugar na classificação geral e trouxe uma final para Ijuí, com o Internacional, a cidade parou e, tudo isso, somou pontos para essa conquista e foi uma grande contribuição para hoje, ser o maior título da história do clube”, finaliza. 
 
O Camisa 10 desta conquista, Marcos Paraná, relembra que o Campeonato Gaúcho parou por alguns dias devido a tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. Neste período, jogos foram adiados, inclusive entre São Luiz e Pelotas, além disso, durante essa pausa, os jogadores puderam trabalhar mais e melhorar a parte física. Na retomada da competição, o Rubro venceu o Grêmio pelo placar de 4 a 0, obteve o resultado de oito jogos invicto até a decisão do primeiro turno no Estádio 19 de Outubro contra o Internacional. 
“A gente sabe que é muito difícil para os clubes do interior levar as decisões para o seu estádio, como aconteceu recentemente com o Novo Hamburgo, Caxias e com o São Luiz em 2013, e mais difícil ainda porque Ijuí é mais longe da capital, nós conseguimos, mas infelizmente acabamos perdendo”, comenta Paraná. 
 
Marcos Paraná foi indicado como um dos melhores meias do Campeonato Gaúcho de 2013, o jogador conta que um dos jogos mais importantes do São Luiz foi contra o Passo Fundo no Vermelhão da Serra. “Lembro que naquele jogo concentrei bastante, e isso é algo que tenho comigo até hoje com quase 34 anos de idade, que quando o jogo é importante, é preciso de muita concentração para tentar decidir o jogo, e lembro que nesse dia, eu estava muito inspirado, fiz dois gols, o primeiro com muita técnica – um chute de chapa na gaveta”, relembra o Camisa 10. 
 
O São Luiz precisava ficar em primeiro na classificação geral, e foi o que aconteceu, o Rubro deixou a dupla GreNal para trás. Com esse feito, o clube trouxe todos os jogos para o Estádio 19 de Outubro.  
“Estou na história do São Luiz, participei de todos os jogos, fiz oito gols na competição, fui um dos artilheiros, e sou muito feliz na minha passagem pelo clube, a minha carreira alavancou, então fico muito feliz por esse carinho do torcedor comigo até hoje”, destaca.   
 
Além disso, Paraná relembra outro fato marcante da sua passagem pelo Rubro, o jogo contra o Esportivo de Bento Gonçalves. “A gente precisava ganhar para ser campeão do interior, marquei o gol da vitória e corri abraçar o professor Leandro Machado, a torcida aplaudiu bastante e isso me marcou”, conta. Paraná comenta ainda que na sua casa tem guardado um quadro com o time no jogo contra o Inter, e também manifesta o interesse em retornar ao Rubro. “Agradeço de coração a todos que me apoiam, pretendo um dia voltar ao São Luiz, pois sei que posso contribuir com a minha experiência e técnica, guardo o clube no coração e torço muito para que volte a conquistar títulos e fazer boas campanhas”, finaliza Marcos Paraná. 
 
Outro personagem Importante no título de Campeão do Interior em 2013 é o artilheiro Eraldo que ressalta as decisões da Diretoria da época, bem como, reconhece as dificuldades dos clubes do interior, levando em consideração os baixos recursos financeiros. “Não tenho palavras para descrever a emoção que senti em ser campeão do interior com o São Luiz, pois sei o quanto é difícil uma equipe do interior atingir esse resultado com o seu investimento, além disso, quero agradecer ao Delmar Blatt em especial, por ter acreditado no meu trabalho por duas vezes, e todos os dirigentes da época”, destaca. 
 
Eraldo lembra que havia alguns momentos que parecia que os planos da equipe não dariam certo, um dos fatores que o fez pensar assim, foi a substituição no comando técnico, pois saiu Tonho Gil e entrou Paulo Porto. “É ruim quando uma equipe troca o treinador no começo de uma temporada, porque parece que devemos começar o planejamento de novo, mas entendo que foi a melhor decisão da diretoria, pois ficamos muitos jogos invictos, o que nos levou a decisão do primeiro turno”, comenta. 
 
Além da classificação para a decisão do primeiro turno contra o Internacional, segundo o atacante, foi o apoio incondicional da torcida alvirrubra. “Fico muito feliz em fazer parte desse grupo e da história do São Luiz, quero agradecer a comissão técnica, diretoria, torcedores e principalmente meus amigos dentro de campo, pois ali era uma família, desejo também muita sorte ao São Luiz em novas conquistas, estarei sempre torcendo por esse clube que amo”, enfatiza Eraldo.  
 
O ano de 2013 certamente foi muito especial para várias pessoas, principalmente àquelas que contribuíram direta e indiretamente na conquista inédita do clube. Uma dessas pessoas é o atacante Juba, que muito colaborou para o São Luiz atingir seus objetivos. “O ano de 2013 foi um dos melhores para mim no Gauchão, tanto pessoal, como no coletivo, foi um ano maravilhoso, composto por pessoas de bem. Tive um prazer muito grande em jogar no São Luiz, um grupo bom de trabalhar, a comissão técnica, diretoria e principalmente a torcida que nos apoiou do início ao fim”, comenta Juba. 
 
Naquele ano o Rubro fez ótima campanha chegando à decisão do primeiro turno, e nas quartas de finais do segundo turno, mas perdeu nos pênaltis para o Grêmio na Arena. 
“Eu fico feliz de ter feito parte deste elenco, da história do São Luiz, ter morado em Ijuí que é uma cidade maravilhosa”, complementa. Juba conta que um dos jogos que está na sua memória é o confronto contra o Caxias na semifinal do primeiro turno, onde o Rubro venceu por 2 a 1 no Estádio 19 de Outubro. “Fiz um gol de cabeça aos três minutos de jogo, e depois dei o passe para o gol do Eraldo que nos classificou para a final do turno contra o Internacional”, enfatiza. Outro momento marcante de acordo com Juba foi a vitória sobre o Grêmio em Ijuí por 4 a 0, oportunidade em que balançou a rede duas vezes. 
 
A união do grupo naquele ano foi fator decisivo para as conquistas, pois a partir do título de Campeão do Interior, o São Luiz garantiu passagem para a Copa do Brasil pela primeira vez em sua história.  
“Fica uma sensação boa de ser lembrado por esse título, por ter feito uma boa campanha, e ter honrado o clube no Campeonato Gaúcho e, além disso, ter sido muito feliz no Rubro, pois foi um momento muito feliz para a minha vida e para a minha carreira, gostei muito de jogar no São Luiz, torço muito pelo clube e desejo que consiga alcançar seus objetivos, pois o São Luiz merece e a torcida também”, finaliza Juba. 
 
Os feitos épicos do Rubro em 2013 são lembrados com carinho pelo zagueiro Marcel, que conta sobre as dificuldades no início do Campeonato Gaúcho, com empate em casa contra o Cruzeiro e uma derrota para o Lajeadense no Estádio Alviazul, além da troca no comando técnico. 
“É com muito carinho e alegria que recordo em ter feito parte deste grupo vencedor, passamos por dificuldades, porém, após um intervalo iniciamos a nossa reação no campeonato e foi com vitória em cima do Grêmio por 4 a 0, nessa oportunidade tive o privilégio de marcar o primeiro gol do Rubro na competição”, conta Marcel. 
 
Um dos jogos mais difíceis na visão de Marcel foi contra o Caxias pela semifinal do primeiro turno, mas que teve um final feliz para o São Luiz, o que ocasionou a final do turno em Ijuí contra o Internacional, esse jogo movimentou a cidade e a região, apesar do resultado negativo, permanece a sensação de estar no caminho certo e cumprir com os objetivos estabelecidos. 
“No jogo contra o Grêmio na Arena empatamos em 0 a 0, apesar de perdermos nas penalidades, tive a alegria de fazer um gol no goleiro Dida”, finaliza Marcel. 
 
Com 20 anos de história no clube, Bevilaqua – na época 2º vice-presidente do São Luiz, fala que 2013 foi um dos melhores anos de sua trajetória junto ao Rubro. Nesse período, enfrentou dificuldades, participou de conquistas e auxilia até hoje nas atividades do clube, honrando seus compromissos com paixão, amor e responsabilidade. “Já caí duas vezes e subi duas vezes, o ano de 2013 foi nossa maior conquista, tanto minha, quanto para todo mundo”, comenta. 
 
Assim como para Bevilaqua, para o jogador Chicão o título veio para coroar todo o trabalho desenvolvido pelo São Luiz, tanto dentro, quanto fora de campo, pois o planejamento foi essencial para essa grande conquista. “Ser campeão por um clube do interior tem sabor especial, pois sabemos de todas as dificuldades que um clube de interior passa e com o São Luiz não foi diferente naquela época, mas montou um grupo muito forte e com planejamento, fatores que ajudaram bastante na conquista do título”, comenta Chicão. 
 
Sabemos das dificuldades que os clubes do interior enfrentam e conquistar um título como esse é importante, pois todos que participaram da caminhada ficam marcados na história do clube e da torcida para sempre.  “O que mais me marcou foi a arrancada de vitórias dentro e fora de casa. A equipe começou a ser mais respeitada por fazer jogos bons dentro e fora de Ijuí e isso foi conquistando o respeito dos adversários e culminou com o título do interior”, complementa Chicão. 
 
Oliveira, goleiro que defendeu a meta do Rubro em 2013 comenta que aquele título alavancou a sua carreira. “Aquele campeonato fez minha carreira dar um salto, nem eu mais esperava, mas graças a Deus, fizemos uma ótima campanha e a minha carreira deu uma grande virada”. 
 
Conforme Oliveira, o mantra do time em 2013 era: Vamos fazer HISTÓRIA! E assim ocorreu. “Aquele grupo era fantástico, está entre os melhores que trabalhei na minha carreira, além de muita qualidade técnica, era uma equipe parceira e comprometida, com fome de vencer e que queria fazer história, e isso a gente sempre pregava no vestiário ‘vamos fazer história! ’”, ressalta. 
 
Além disso, Oliveira relembra que seu jogo inesquecível defendendo as cores do Rubro foi contra o Caxias na semifinal, diante do cenário com a Baixada lotada e o fato de o São Luiz nunca ter chegado numa decisão de Gauchão até aquele momento, foram primordiais para empurrar a equipe rumo a vitória, bem como, o impulsionou para uma grande defesa aos 48 minutos do segundo tempo que segurou o trunfo do São Luiz. 
“Deus me abençoou e me presenteou com aquela defesa aos 48 minutos do segundo tempo, que até hoje quando eu lembro, chego arrepiar! O São Luiz foi um clube que marcou muito a minha carreira, tenho um carinho especial, consegui chegar a 50 jogos pelo clube e todos eles em Campeonatos Gaúchos da Série A, uma marca difícil atualmente devido aos estaduais serem curtos, ganhamos esse título do interior em 2013, então eu tenho o clube guardado no meu coração”, conta Oliveira. 
 
Grandes conquistas como essa são possíveis também através da construção de um ambiente favorável e em 2013 o clima tranquilo que pairava no clube era evidente. 
 
De acordo com o zagueiro Thiago Costa, o ambiente criado durante os treinos, concentrações, viagens, e principalmente nos jogos daquele ano, fazia com que o grupo fosse muito fechado e comprometido com os seus objetivos, então isso gerava confiança e resultava em excelentes jogos. 
“Sinto-me muito feliz e lisonjeado em ter participado dessa conquista que marcou a história do clube. Foi importante tanto para o São Luiz, clube que aprendi a amar, torcer e admirar mesmo de longe, quanto para mim, pois tenho orgulho em ter deixado minha marca nesta história”, conta Thiago. 
 
E para finalizar essa incrível história sobre o ano mágico do São Luiz com chave de ouro, o diretor de marketing do clube em 2013, Rogério Hansen, comenta que dentro de campo, o São Luiz jogava fácil, era um time gostoso de ver jogar. Fora de campo, houve uma sinergia entre direção, torcedores, comunidade e apoiadores que permitiu que o ano fosse épico.
“Foi um ano em que o São Luiz cravou seu nome no cenário esportivo nacional. Prova da qualidade técnica daquele ano foi que o São Luiz se classificou nos dois turnos, jogando de igual para igual com os maiores clubes. No segundo turno, perdeu nos pênaltis para o Grêmio, na Arena. Pra mim, a semifinal contra o Caxias foi o jogo mais emocionante daquela temporada”, conta Hansen. 
 
Assim, 2013 foi um ano muito especial, que está marcado na história do clube e na vida daqueles que fizeram parte, esse título inédito representa a vitória da união de esforços de todos, a fim de atingir os resultados.
Isso deixou claro que o planejamento, as discussões, as participações, as decisões e o empenho pessoal de todos os envolvidos foram essenciais para o sucesso do clube, ficam daquele tempo as parcerias, amizades conquistadas e a certeza da grandeza do Esporte Clube São Luiz no cenário estadual e nacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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